“Lo que sea moviéndose así”
Gostaria de rever a noção de "improvisação" partindo do princípio de como culturalmente, dentro do contexto da prática coreográfica contemporânea, a entendemos, sofremos, odiamos, usamos e apreciamos. A questão que sustenta esta investigação é: o que significa "hoje improvisar" como um gesto cênico, quando historicamente "improvisar" começou como uma prática emancipatória e acabou sendo uma ferramenta para criar (uma) linguagem com a qual se identificar e significar? Podemos diferenciar entre "estilo" (entendendo esta como formas de identidade para a conquista de sistemas pré-existentes) e "aventura" sensível de abrir o corpo? Como sensibilizar o corpo para fazer desta aventura uma conquista de sua própria vulnerabilidade? Como abandonar os vícios de interpretação para a experiência interpelativa? Como nos movermos a partir e com o que nos "inquieta"? Podemos tornar a linguagem corporal e coreográfica uma arma sensibilizadora que a libere de qualquer utilidade?

Os lugares onde todas estas questões irão ocorrer serão os de ocupação (em aberto) e o corpo (qualquer).

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