Cópia de paulo leminski:

O indispensável in-útil

As pessoas sem imaginação estão sempre querendo que a arte sirva para alguma coisa. Servir. Prestar. O serviço militar. Dar lucro. Não enxergam que a arte é a única chance que o homem tem de vivnciar a experiência de um mundo da liberdade, além da necessidade. As utopias, afinal de contas, são, sobretudo, obras de arte. E obras de arte são rebeldias.
A rebeldia é um bem absoluto. Sua manifestação na linguagem chamamos poesia, inestimável inutensílio.
As várias prosas do cotidiano e do(s) sistema(s) tentam domar a megera.
Como o radical incômodo de uma coisa in-útil num mundo onde tudo tem que dar um lucro e ter um por quê.
Pra que por quê?


Ficções no polo emissor

Posso fingir que este eu que surge como sujeito dos verbos da minha mensagem seja outra pessoa, outro eu que não eu, outro eu que não o meu?
(…)
O eu do poema é susceptível de todos os disfarses, de todas as fantasias, de todas as mascaras. O teatro todo é ficção no polo emissor: dramatis personae, personagens, papéis.
(…)
O poeta pode fingir que é o que bem entender.

Ficções no polo do receptor

Quem é o invisível alvo do texto de criação?
(…)
O destinatário também pode ser simulado, fingido, imaginado.

Cópia de paulo leminski:

O indispensável in-útil

As pessoas sem imaginação estão sempre querendo que a arte sirva para alguma coisa. Servir. Prestar. O serviço militar. Dar lucro. Não enxergam que a arte é a única chance que o homem tem de vivnciar a experiência de um mundo da liberdade, além da necessidade. As utopias, afinal de contas, são, sobretudo, obras de arte. E obras de arte são rebeldias.
A rebeldia é um bem absoluto. Sua manifestação na linguagem chamamos poesia, inestimável inutensílio.
As várias prosas do cotidiano e do(s) sistema(s) tentam domar a megera.
Como o radical incômodo de uma coisa in-útil num mundo onde tudo tem que dar um lucro e ter um por quê.
Pra que por quê?


Ficções no polo emissor

Posso fingir que este eu que surge como sujeito dos verbos da minha mensagem seja outra pessoa, outro eu que não eu, outro eu que não o meu?
(…)
O eu do poema é susceptível de todos os disfarses, de todas as fantasias, de todas as mascaras. O teatro todo é ficção no polo emissor: dramatis personae, personagens, papéis.
(…)
O poeta pode fingir que é o que bem entender.

Ficções no polo do receptor

Quem é o invisível alvo do texto de criação?
(…)
O destinatário também pode ser simulado, fingido, imaginado.